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16 de dezembro de 2016
Lembrancinhas para festa infantil: como escolher
16 de dezembro de 2016
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Muita gente desconhece a importância de deixar as crianças livres para brincar. Crianças são sobrecarregadas de tarefas e supervisionadas o tempo todo por adultos, o que faz com que não sobre nenhum tempo para brincarem livremente, tornando-se um problema em várias famílias.

Fonte: Festa e Aventura.

Brincar sem uma grande supervisão dos adultos não só é extremamente divertido, como também ajuda a criança a se desenvolver integralmente. Elas passam a escolher brincadeiras, decidir regras que irão seguir e também aprendem a mediar discussões quando alguém do grupo discorda de alguma opinião.

As brincadeiras desenvolvem não só fisicamente as crianças, como também promovem a socialização, o que pode fazer com que fortes laços de amizades sejam construídos. O momento de brincadeiras pouco supervisionadas é uma oportunidade para as crianças mais tímidas começarem a se integrar ao grupo sem a interferência de um adulto.

Quando a brincadeira é livre, a criança começa a se sentir mais independente e autônoma. As atividades físicas ajudam a criar uma noção do próprio corpo, assim como as conversas e regras desenvolvem o intelecto e a integração entre o grupo ajuda nas áreas emocional e social dos pequenos.

Nem todo mundo sabe mas o Estatuto da Criança e do Adolescentes estabeleceu em 1990 no artigo 16 que “brincar, praticar esportes e divertir-se” são atividades que dizem respeito a liberdade da crianças. Já as diretrizes do Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, de 1998, classificam as brincadeiras “como forma particular de expressão, pensamento, interação e comunicação infantil”.

Fonte: Festa e Aventura.

No entanto, muitos adultos não entendem a importância de deixar as crianças livres para brincar, o que os leva a manter as crianças sob observação constante com medo que elas se machuquem ou incomodem os outros. Brincadeiras em espaços confinados, em que as crianças são constantemente observadas, não ajudam com que os pequenos realmente se desenvolvam.

A principal diferença é que brincadeiras livres, sem supervisão ou delimitação de espaços, são imprevisíveis, mas ajudam a criança a desenvolver mecanismos de autocontrole e defesa e a conhecer seus limites. Ao se expor a brincadeiras pouco controladas, as crianças passam a ter autoconhecimento, coisa que muitos adultos demoram anos para ter.

Uma criança que tem a opção de brincar livremente conhece melhor o ambiente a sua volta e dificilmente se coloca em situações de risco. É claro que arranhões, machucados e quedas fazem parte da vida, mas uma criança que conhece o ambiente em que está inserida não costuma colocar sua vida em risco e, ainda, ajuda a manter as outras crianças em segurança também.

Uma recente reportagem do New York Times contou um pouco sobre a experiência do educador norte-americano Mike Lanza, que construiu um ambiente em que seus próprios filhos são estimulados a brincar livremente junto às crianças da vizinhança. Com isso, Lanza conseguiu constatar que, ao se colocar em situações de risco, as crianças aprendem a lidar melhor com seus medos e angustias.

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Fonte: Festa e Aventura.

 

Segundo ele, em algum ponto da vida, nós certamente nos colocaremos em situações estressantes e temos que ter a capacidade nos mantermos sob controle para lidar com todo esses estresse. Portanto, brincar livremente ajuda as crianças a se prepararem para superar esse tipo de situação, seja ela acidental ou não.

É claro que as crianças não devem ser estimuladas a fazer o que quiserem, na hora em que desejarem. Mas se divertir ao ar livre e sem muita supervisão não deve ser um problema, principalmente quando este tipo de situação ajuda a criança a se desenvolver, se enturmar e ainda criar um senso ainda maior de autonomia e autoconhecimento.

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16 de dezembro de 2016
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Muita gente desconhece a importância de deixar as crianças livres para brincar. Crianças são sobrecarregadas de tarefas e supervisionadas o tempo todo por adultos, o que faz com que não sobre nenhum tempo para brincarem livremente, tornando-se um problema em várias famílias.

A importância de deixar as crianças livres para brincar

Fonte: Festa e Aventura.

Brincar sem uma grande supervisão dos adultos não só é extremamente divertido, como também ajuda a criança a se desenvolver integralmente. Elas passam a escolher brincadeiras, decidir regras que irão seguir e também aprendem a mediar discussões quando alguém do grupo discorda de alguma opinião.

As brincadeiras desenvolvem não só fisicamente as crianças, como também promovem a socialização, o que pode fazer com que fortes laços de amizades sejam construídos. O momento de brincadeiras pouco supervisionadas é uma oportunidade para as crianças mais tímidas começarem a se integrar ao grupo sem a interferência de um adulto.

Quando a brincadeira é livre, a criança começa a se sentir mais independente e autônoma. As atividades físicas ajudam a criar uma noção do próprio corpo, assim como as conversas e regras desenvolvem o intelecto e a integração entre o grupo ajuda nas áreas emocional e social dos pequenos.

Nem todo mundo sabe, mas o Estatuto da Criança e do Adolescente estabeleceu em 1990 no artigo 16 que “brincar, praticar esportes e divertir-se” são atividades que dizem respeito a liberdade das crianças. Já as diretrizes do Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, de 1998, classificam as brincadeiras “como forma particular de expressão, pensamento, interação e comunicação infantil”.

Brincadeiras para crianças

Fonte: Festa e Aventura.

No entanto, muitos adultos não entendem a importância de deixar as crianças livres para brincar, o que os leva a manter as crianças sob observação constante com medo que elas se machuquem ou incomodem os outros. Brincadeiras em espaços confinados, em que as crianças são constantemente observadas, não ajudam com que os pequenos realmente se desenvolvam.

A principal diferença é que brincadeiras livres, sem supervisão ou delimitação de espaços, são imprevisíveis, mas ajudam a criança a desenvolver mecanismos de autocontrole e defesa e a conhecer seus limites. Ao se expor a brincadeiras pouco controladas, as crianças passam a ter autoconhecimento, coisa que muitos adultos demoram anos para ter.

Uma criança que tem a opção de brincar livremente conhece melhor o ambiente a sua volta e dificilmente se coloca em situações de risco. É claro que arranhões, machucados e quedas fazem parte da vida, mas uma criança que conhece o ambiente em que está inserida não costuma colocar sua vida em risco e, ainda, ajuda a manter as outras crianças em segurança também.

Uma recente reportagem do New York Times contou um pouco sobre a experiência do educador norte-americano Mike Lanza, que construiu um ambiente em que seus próprios filhos são estimulados a brincar livremente junto às crianças da vizinhança. Com isso, Lanza conseguiu constatar que, ao se colocar em situações de risco, as crianças aprendem a lidar melhor com seus medos e angustias.

A importância de deixar as crianças livres para brincar

Fonte: Festa e Aventura.

Segundo ele, em algum ponto da vida, nós certamente nos colocaremos em situações estressantes e temos que ter a capacidade nos mantermos sob controle para lidar com todo esse estresse. Portanto, brincar livremente ajuda as crianças a se prepararem para superar esse tipo de situação, seja ela acidental ou não.

É claro que as crianças não devem ser estimuladas a fazer o que quiserem, na hora em que desejarem. Mas se divertir ao ar livre e sem muita supervisão não deve ser um problema, principalmente quando este tipo de situação ajuda a criança a se desenvolver, se enturmar e ainda criar um senso ainda maior de autonomia e autoconhecimento.

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